NEW LIFE | Sílvia Ferreira

New Life

NEW LIFE | Sílvia Ferreira

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“Ninguém é feliz todos os dias e ninguém tem uma vida perfeita, mas podemos encontrar ferramentas que nos permitam lidar com as adversidades de uma outra perspectiva e muito importante: aprendermos a entender os nossos pensamentos e a moldá-los aos poucos; não devemos reprimir as nossas emoções, elas existem para serem vividas!”

É quando somos crianças que surgem as primeiras vontades para a vida, temos desejos bonitos e imaginamos o mundo de uma forma muito particular. Começamos a construir a nossa vida seguindo esse caminho, até chegarmos ao local outrora sonhado.

Muitas vezes fazem-nos crer que só há um caminho, e não é verdade. O que não sabemos nessa inocente altura é que ela – a vida – é demasiado vasta e ainda há tanto para descobrir e para querer ser. Não é errado lutar pelo sonho que se criou em nós quando éramos crianças e não é errado ajustar o rumo para a felicidade. Há coisas que temos que levar até ao fim.

Ela é a Sílvia Ferreira, e a fotografia foi a mudança de direção necessária no seu percurso para a felicidade e realização.

Fotografia de Sílvia Ferreira

Quem é a Sílvia?

Sou uma miúda que se recusa a adoptar a palavra “adultice”. Parece-me demasiado séria e eu não gosto de rótulos.

Neste momento estou grávida de 7 meses e não podia estar mais entusiasmada com a nova fase que a nossa mini família está a começar a viver 🙂  Têm sido meses de descoberta, de muita aprendizagem e de muito sono e uns quantos momentos de mau humor. Dizem que faz parte, que as hormonas são as verdadeiras culpadas (não eu claro!) e temos sobrevivido bem a todas as mudanças. Não ter expectativas parece-me ser a melhor forma de encarar. Ir lidando com as situações a seu tempo e da melhor forma que conseguimos no momento.

Sou farmacêutica de formação e exerci durante três anos, mas foi a fotografia que roubou o meu coração. Sendo que na verdade habita sempre uma mini farmacêutica dentro de mim. Neste momento sou fotógrafa a tempo inteiro (já há 3 anos) e não posso traduzir em palavras o privilégio que é fazer o que adoro. Tanta mudança que aconteceu em mim, um caminho longo, por vezes agri-doce mas tão compensador.

Adoro o nosso cão, o Zig António é a minha melhor companhia sempre que estou a trabalhar a partir de casa, é um amor daqui até à lua e só quem o vive o pode verdadeiramente compreender.

Não gosto de receber “conselhos” de quem não dei confiança para tal, não gosto de seguir tradições só porque sempre foi assim, não gosto que me sufoquem com convívios sucessivos, preciso do meu espaço a cada 24h 😛

Quando gosto, gosto mesmo e entrego-me de alma e coração! E isto aplica-se a tudo: pessoas e trabalho.

 

Em criança, quais eram os teus sonhos para a vida adulta?

Quando era criança adorava entrar nas farmácias e sentir o cheiro a “medicamentos, a ciência e a saúde”. Desde cedo soube que seria por ali o meu caminho (só não sabia que o universo me guardava umas surpresas pelo caminho). Fiz o curso dos meus sonhos e não me arrependo em nada, não me sentiria eu, nem tão completa se não tivesse vivido essa experiência. Aliás sempre achara estranho as pessoas saberem tão pouco sobre saúde, inventarem teorias só porque sim. Ainda hoje tenho a mesma opinião, acho que os conceitos básicos de saúde deveriam ser ensinados na escola, tenho a certeza que iria contribuir para evitar algumas situações que são consequência de muita desinformação.

Também queria muito ter um cão e uma família e aqui estão eles, o nosso Zig António que faz parte da nossa mini família em crescimento 🙂

Quando terminaste o secundário quais eram os teus planos?

Entrar no curso de Ciências Farmacêuticas. Não consegui entrar no primeiro ano. Entrei em Análises Clínicas (não gostei nem fiz um esforço para tal, estava fixada no meu objectivo) e ao longo desse ano preparei-me para repetir os exames nacionais. E entrei no curso dos meus sonhos, foi assim uma vitória pessoal enorme (na altura as médias eram 17 e tal).

A fotografia já era um hobbie na tua vida na altura das Ciências Farmacêuticas, certo? A transição entre o trabalho em Ciências Farmacêuticas e a tua atual profissão como fotógrafa foi repentina, ou conciliaste ambas durante algum tempo na tentativa de perceber se conseguirias fazer da fotografia um meio de vida?

A fotografia entrou na minha vida no terceiro ano da faculdade. Tudo começou com o nascimento do meu blog “Raspberry Essence” (que entretanto chegou ao fim apesar de continuar online) onde partilhava algumas das minhas experiências na cozinha, viagens e desabafos…sempre com foco na parte da fotografia que fui melhorando ao longo do tempo com o simples método de tentativa erro.

Um dia recebo um email de uma leitora que me pergunta se a poderia fotografar grávida. E assim nasceu o bichinho da fotografia de pessoas. Desde aí tudo evoluiu muito naturalmente, o passa a palavra, os trabalhos que entretanto também comecei a partilhar mas sempre sem expectativas de um futuro promissor. Deixei-me ir, sem saber bem para onde ía. Até porque estava a fazer o curso dos meus sonhos. Achava eu que o meu futuro nem era questionável.

No fim do quarto ano do curso instalou-se a confusão na minha cabeça e no meu coração, eu já não sabia o que eu mais gostava, mas sabia que me tinha esforçado muito para fazer aquele curso: seria agora um desperdício não fazer dele a minha vida?!

Já para não falar que a opinião da família e até alguns amigos era de que eu devia estar “maluca” em trocar ser doutora por ser artista. E confesso que em tempos também eu carreguei essa opinião pesada. Afinal eu tinha começado aquele blog simplesmente como um hobbie.

Não tomei decisão nenhuma. Continuei a fazer trabalhos de fotografia e acabei o curso, tudo dentro dos tempos previstos. Fiz o estágio e comecei a trabalhar, sempre mantendo a vida dupla. Nunca soube o que era ter um trabalho, chegar a casa e desligar. Tinha dois trabalhos e o tempo livre era quase inexistente, até que comecei a ficar muito cansada e simultaneamente muito frustrada na farmácia onde trabalhava. O desejo de sair crescia tão rapidamente dentro de mim que havia dias que só me apetecia fugir e livrar-me de tanta responsabilidade e obrigação. Estava mesmo exausta psicologicamente. Não podia ter a certeza que as coisas resultassem em fotografia, mas tinha muito o desejo de crescer o meu negócio, dar-lhe uma verdadeira oportunidade de existir. Tive medo de não ter ordenado suficiente, mas pensei muitas vezes que ninguém dependia de mim para sobreviver apenas eu mesma e, por isso, seria sempre mais fácil resolver alguma situação de emergência.

Tinha um plano para me despedir, mas não serviu de nada, porque decidi despedir-me seis meses antes quando cheguei ao meu limite. E tomei essa decisão num sábado à hora de almoço enquanto arrumava os medicamentos na gaveta, enviei uma mensagem à minha mãe como quem precisa de uma aprovação e ela deu-me uma luz tão “verde” que entrei pelo gabinete imediatamente e disse “Vou-me embora”. Se foi ou não a melhor forma de fazer as coisas, isso pouco importa agora, foi como tinha de ser.

Em três anos aprendi imenso, celebrei muitos pequenos passos, desiludi-me umas quantas vezes, tentei, errei, voltei a tentar. Fui melhorando, encontrei o meu caminho, a minha visão. Defini os meus valores e tomei consciência do valor do meu trabalho.

Nem só de trabalho se fez este tempo, trabalhei muito no auto-conhecimento, cresci interiormente, descobri novas paixões e crenças que me levaram a uma vida mais feliz. Ninguém é feliz todos os dias e ninguém tem uma vida perfeita, mas podemos encontrar ferramentas que nos permitam lidar com as adversidades de uma outra perspectiva e muito importante: aprendermos a entender os nossos pensamentos e a moldá-los aos poucos; não devemos reprimir as nossas emoções, elas existem para serem vividas!

Foste uma autodidata no mundo da fotografia, ou quando pensaste em encarar esta atividade como a tua profissão fizeste alguma formação (ou já tinhas feito anteriormente?)?

Fui sempre muito autodidata. Fiz alguns cursos mais pequeninos mas, o curso online da Christina Greve, foi o que me deu as maiores bases técnicas.

Também fiz o curso da Nadia Meli, mais virado para encontrarmos o nosso estilo e comunicarmos para o cliente ideal, igualmente muito importante para desenvolver uma marca intencional.

Tive a sorte de me cruzar com pessoas maravilhosas que hoje são super minhas amigas e que sempre partilharam comigo os seus conhecimentos e me ajudaram em muitas das minhas dúvidas.

É sempre bom se conseguirmos investir em alguns cursos mas, mais importante é a prática, o explorar, a tentativa/erro.

 

Como descreves o momento em que se deu o clique de mudança? Consegues identifica-lo?

Pouco depois de começar a trabalhar na farmácia. Acho que me desiludi muito com a profissão, as expectativas que tinha corresponderam muito pouco às oportunidades que foram surgindo e pelas quais procurei/lutei durante aqueles três anos!

Gostava muito da ligação com as pessoas, mas não me sentia realizada. Por outro lado quando estava dedicada à fotografia sentia-me numa bolha da qual não queria sair. A vontade de mudança começou a crescer cada vez mais! Até que chegou o dia. Fui até ao meu limite, disso não tenho dúvidas.

 

 

Dúvida, medo e insegurança. Sentiste?

Claro que sim. Nós achamos sempre que estamos a trocar o “certo” pelo incerto. Mas nada é certo nesta vida. Ali a única coisa que havia de certo para mim era a tristeza de ir todos os dias para um sítio que já não tinha nada a ver comigo, com um ordenado que não compensava em nada as horas nem o tipo de trabalho. Era simplesmente a crença do “certo”. O incerto revelou-se a melhor decisão da minha vida, todo um mundo de oportunidades, experiências e liberdade de ser e fazer acontecer.

 

O que te ensinaram estes anos de trabalho como fotógrafa?

Ensinaram-me a valorizar o que realmente importa. A viver uma vida mais alinhada com as minhas prioridades. A reconhecer os obstáculos e a trabalhar na minha auto-valorização. O trabalho consistente, o foco e o amor à fotografia fizeram-me chegar onde estou hoje, uma pessoa muito mais segura e feliz a nível pessoal e profissional. Mas isto não é um estado constante, é um trabalho diário e é perfeitamente normal existirem dias cinzentos e menos entusiasmantes pelo caminho.

As decisões de mudança que ocorrem nas nossas vidas são sempre alvo da reação de pessoas importantes para nós, e falo em concreto na família. Nesta tua mudança, como foi a reação da tua família no início e como reagem agora?

Um assunto que já abordei algumas vezes no meu blog. A maioria da minha família não encarou da melhor forma e acho que durante algum tempo acharam mesmo que se tratava de uma “pancada” temporária e que depois eu voltaria a pôr os pés na terra. Passados três anos já entenderam que é o que eu realmente gosto de fazer. Há pessoas que nunca se vão “conformar” com a minha troca, mas pelo menos já não me pressionam constantemente com as suas supostas preocupações. Esta viragem também dependeu muito de mim: inicialmente eu ficava super afectada com os comentários e questões e até evitava alguns encontros ou telefonemas achando ser essa a melhor solução para não ter de me explicar, porque na verdade eu não tenho de explicar nem justificar nada, a vida é minha sou eu que a vivo não são os outros; entretanto ao invés de ficar sempre chateada e a remoer os acontecimentos tentei ter uma postura de desvalorização e responder sempre com um sorriso que estava tudo bem sem me alongar mais e, foi exatamente a partir daqui, que tudo começou a aligeirar e as intervenções começaram a diminuir em número e em intensidade.

 

O que passou a existir na tua vida, e por outro lado, o que sentes que perdeste, depois de te aventurares nesta mudança de profissão?

Passou a existir muito mais qualidade de vida e liberdade de escolha. O que me custou perder foi a minha ligação com os clientes da farmácia, não me consegui despedir das pessoas nem explicar-lhes que ia embora, todo o processo de saída foi muito rápido por mútuo acordo. Este foi um peso que carreguei durante algum tempo, mas não foi algo que eu conseguisse ter tido controlo na altura, as coisas aconteceram como tinham de acontecer.

Tens algum livro, ou outro recurso, que queiras recomendar às meninas empreendedoras?

Há muitas mulheres maravilhosas que me tem inspirado ao longo deste minha caminhada: Jenna Kutcher, Lisa Messenger (li alguns livros dela), Lindsey Roman, Evelyn Grace, Meredith Gaston (sou viciada nos livros dela, adoro a leveza e propósito que acrescentam à minha vida) e Filipa Maia.

Na minha newsletter (podem subscrever no meu site: www.silvia-ferreira.com) partilho muitas das minhas experiências e dicas para alinhares as tuas escolhas pessoais e relativas à tua marca com os teus valores e prioridades. Podem ainda descarregar o meu ebook “5 Desafios para quem tem negócio próprio” assim que subscreverem a minha newsletter.

Indica-nos uma conta de Instagram que seja especial para ti e te inspire.

Não tenho uma escolha apenas. Dependendo das diferentes fases que vou atravessando na minha vida há contas que me vão inspirando mais que outras. Neste momento sinto-me super inspirada por @angelickpicture

Como defines a palavra liberdade?

Tentando viver alinhada com os meus valores e prioridades o melhor que consigo no meu dia-a-dia. Sem me pressionar a perfeccionismos neste sentido: há dias que estou super motivada e alinhada e outros em que só quero estar no meu canto sem expectativas sobre nada, vendo só as coisas acontecerem ao seu ritmo.

 

Vejo-me a fotografar <3 Cada vez mais focada em projetos que me encham a alma.

Continuarei a partilhar as minhas experiências e dicas de forma a ajudar quem tem uma marca própria a alinhar-se com os seus valores quer esteja no começo ou se sinta estagnada. E por falar nisto, para o ano há novidades 🙂

A nível pessoal, vejo-me a partilhar muitas aventuras e viagens com a minha família e a termos uma casa com um pequeno jardim e horta.

English Version

“No one is happy every day and no one has a perfect life, but we can find tools that allow us to deal with adversity from another and very important perspective: we learn to understand our thoughts and shape them little by little; we must not suppress our emotions, they exist to be lived! “

It is when we are children that the first wishes for life arise, we have beautiful desires and we imagine the world in a very particular way. We begin to build our lives by following this path until we reach the place we once dreamed of.

They often make us believe that there is only one way, and it is not true. What we do not know at that innocent time is that life is too vast and there is still so much to discover and want to be. It is not wrong to fight for the dream that was created in us as children, and it is not wrong to adjust the course to happiness. There are things that we have to take to the end.

She is Silvia Ferreira, and photography was the necessary change of direction on her journey to happiness and fulfillment.

Photo by Sílvia Ferreira

Who is Sílvia?

I’m a girl who refuses to adopt the word “adulthood.” It sounds too serious to me and I don’t like labels.

Right now I’m 7 months pregnant and couldn’t be more excited about the new phase that our mini family is starting to live 🙂 It’s been months of discovery, a lot of learning and a lot of sleep and a few moments of bad mood. It is said to be part, that hormones are the real culprits (not me of course!) And we have survived all the changes well. Not having expectations seems to me to be the best way to look. Handle situations in time and in the best way we can at the moment.

I am a trained pharmacist and practiced for three years, but it was photography that stole my heart. Being that in fact always inhabits a mini pharmaceutical inside me. Right now I am a full time photographer (since 3 years ago) and I cannot translate into words the privilege of doing what I love. So much change has happened in me, sometimes bittersweet but so rewarding.

I love our dog, Zig António is my best companion whenever I’m working from home, it’s a love from here to the moon and only those who live it can truly understand it.

I don’t like to receive “advice” from those I didn’t trust, I don’t like to follow traditions just because it was always like this, I don’t like to be suffocated with successive convivialities, I need my space every 24h 😛

When I like it, I really like it and I give myself in my heart and soul! And this applies to everything: people and work.

 

As a child, what were your dreams for adulthood?

When I was a kid I loved going into pharmacies and smelling “medicines, science and health.” From an early age I knew it would be my way (I just didn’t know that the universe kept a few surprises for me along the way). I made the course of my dreams and do not regret anything, I would not feel so complete if I had not lived this experience. In fact, i always found it strange that people knew so little about health, invented theories just because they did. Even today I have the same opinion, I think the basic concepts of health should be taught in school, I am sure that would help to avoid some situations that are a consequence of much misinformation.

I also really wanted to have a dog and a family and here they are, our Zig António who is part of our growing mini family 🙂

When you finished high school what were your plans?

Enter the Pharmaceutical Sciences course. I couldn’t get in the first year. I entered in Clinical Analysis (I did not like or make an effort to do so, i was fixed on my goal) and throughout that year I prepared to repeat the national exams. And I entered the course of my dreams, so it was a huge personal victory (at the time the averages were 17 and such).

Photography was already a hobby in your life at the time of the Pharmaceutical Sciences, right? Was the transition between work in Pharmaceutical Sciences and your current profession as a photographer a sudden one, or did you conciliate both for a while trying to figure out if you could make photography a way of life?

Photography came into my life in my third year of college. It all started with the birth of my “Raspberry Essence” blog (which has come to an end though continuing online) where I shared some of my experiences in cooking, traveling and letting off… always focusing on the part of photography that I’ve been improving over the years with the simple trial and error method.

One day I get an email from a reader asking me if I could photograph her pregnancy. And so was born the will to photograph people. Since then everything has evolved very naturally, the word goes, the works that I have also started to share in the meantime but always without expectations of a promising future. I let myself go, not sure where I was going. Also because I was doing the course of my dreams. I thought my future was not even questionable.

By the end of the fourth year of the course, the confusion settled in my head and heart, I no longer knew what I wanted, but I knew that I had worked hard to take that course: It would be a waste now not to make it my life?!

Not to mention that the opinion of family and even some friends was that I should be “crazy” in switching to being a doctor for being an artist. And I confess that once I also carried this heavy opinion. After all I had started that blog simply as a hobby.

I made no decision. I continued to do photography work and finished the course, all within the expected time. I did the internship and started working, always maintaining a double life. I never knew what it was like to have a job, get home and hang up. I had two jobs and my free time was almost nonexistent until I started to get very tired and at the same time very frustrated at the pharmacy where I worked. The urge to go out grew so fast inside me that for days I just wanted to run away and get rid of so much responsibility and obligation. I was really psychologically exhausted. I couldn’t be sure things would result in photography, but I had a strong desire to grow my business, to give it a real opportunity to exist. I was afraid I didn’t enough salary, but I often thought that no one depended on me to survive on my own, so it would always be easier to resolve an emergency.

I had a plan to say goodbye, but it didn’t matter, because I decided to say goodbye six months earlier when I reached my limit. And I made that decision one Saturday at lunchtime while I was packing the medicine in the drawer, I sent a message to my mother as if I needed some approval, and she gave me such a “green” light that I walked into the office immediately and said, “I’m going to leave”. Whether or not it was the best way to do things, it doesn’t matter now, it was as it should be.

In three years I learned a lot, I celebrated many small steps, I was disappointed a few times, I tried, I made some mistakes, I tried again. I got better, I found my way, my vision. I defined my values ​​and became aware of the value of my work.

Not only about work this period of time was about, I worked hard on self-awareness, grew inwardly, discovered new passions and beliefs that led me to a happier life. No one is happy every day and no one has a perfect life, but we can find tools that allow us to deal with adversity from another and very important perspective: learning to understand our thoughts and to shape them gradually; We must not repress our emotions, they are there to be lived!

Were you a self-taught in the world of photography, or when you thought of looking at this activity as your profession did you do any training (or had you done it before?)?

I was always very self-taught. I took some smaller courses, but Christina Greve’s online course gave me the most technical foundation.

I also took the Nadia Meli course, more focused on finding our style and communicating to the ideal client, equally important for developing an intentional brand.

I was lucky to meet wonderful people who are super friends today and who always shared their knowledge with me and helped me in many of my doubts.

It’s always good if we can invest in some courses, but more important is practice, exploring, trial/error.

 

How do you describe the moment when the moment of change occurred? Can you identify him?

Shortly after starting work at the pharmacy. I think I was very disillusioned with the profession, the expectations I had corresponded very little to the opportunities that arose and I sought/fought during those three years!

I loved connecting with people, but I didn’t feel fulfilled. On the other hand, when I was dedicated to photography I felt like was in a bubble and I didn’t want to leave. The desire for change began to grow more and more! Until the day came. I went to my limit, no doubt about that.

Doubt, fear and insecurity. Did you feel?

Of course yes. We always think we are trading the “right” for the uncertain. But nothing is certain in this life. There, the only thing that was right for me was the sadness of going every day to a place that had nothing to do with me anymore, with a salary that did not compensate all the hours or the type of work. It was simply the belief of the “right”. Uncertain has turned out to be the best decision of my life, a whole world of opportunity, experience, and freedom to be and make it happen.

 

What have you been taught these years working as a photographer?

They taught me to value what really matters. Living a life more in line with my priorities. Recognizing obstacles and working on my self-worth. Consistent work, focus and the love of photography have made me get to where I am today, a much safer and happier person both personally and professionally. But this is not a constant state, it is a daily work and it is perfectly normal to have gray and less exciting days.

The decisions of change that occur in our lives are always target of reactions from people important to us, and I speak specifically in the family. In your change, how was your family’s reaction at the beginning and how do they react now?

A subject that I have covered a few times in my blog. Most of my family did not look at it well, and I think for a while they really thought it was a temporary “knock” and then I would be back on the ground. Three years later, they already understand that this is what I really enjoy doing. There are people who will never “settle” for my exchange, but at least they no longer constantly press me with their supposed concerns. This turn also depended a lot on me: initially I was very affected by the comments and questions and even avoided some meetings or phone calls thinking that is the best solution for not having to explain myself, because in fact I don’t have to explain or justify anything, life is mine and that’s me that living it, not the others; however instead of always being upset and brooding over events I tried to take a downward stance and always respond with a smile that everything was fine without getting longer, and it was exactly from here that everything started to lighten and interventions decrease in number and intensity.

 

What has come into existence in your life, and on the other hand, what do you feel you have lost after venturing into this change of profession?

Much more quality of life and freedom of choice came into my life. What it cost me to lose was my connection with the pharmacy customers, I couldn’t say goodbye to people or explain to them why I was leaving, the whole process of leaving was very quick by mutual agreement. This was a weight I carried for a while, but it was not something that I could have controlled at the time, things happened as they had to happen.

Do you have any books or other resources you would like to recommend to entrepreneurial girls?

There are so many wonderful women who have inspired me along my journey: Jenna Kutcher, Lisa Messenger (I’ve read a few of her books), Lindsey Roman, Evelyn Grace, Meredith Gaston (I’m addicted to her books, I love the lightness and purpose they add to my life) and Filipa Maia.

In my newsletter (you can subscribe on my website: www.silvia-ferreira.com) I share many of my experiences and tips for aligning your personal and brand choices with your values and priorities. You can also download my ebook “5 Challenges for Business Owners” as soon as they subscribe to my newsletter.

Tell us about an Instagram account that is special to you and inspires you.

I don’t have a choice only. Depending on the different phases that I go through in my life there are accounts that inspire me more than others. At this moment I feel super inspired by @angelickpicture

 

How do you define the word freedom?

If I asked you to close your eyes and think of yourself 10 years from now, what do you see?

I see myself photographing <3 Increasingly focused on projects that fill my soul.

I will continue to share my experiences and tips to help those who have their own brand align with their values whether they are in the beginning or feel stagnant. And by the way, for the year there is news 🙂

On a personal level, I find myself sharing many adventures and trips with my family and having a house with a small garden.

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